quinta-feira, 4 de outubro de 2012

outro que me enerva é o bernardino. nunca terá tido um emprego na vida, nunca terá estado no mercado do trabalho. é um boy do pc, um déspota que duvida que não haja uma democracia na coreia do norte.

é desprezível, uma verdadeira sanguessuga. devia ser alvo de uma moção de censura.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

vitor gaspar fala. o país sustém a respiração e reza a nossa senhora de fátima (que nos livre e guarde...).

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

no metro, uma mão pousava nos bolsos de uma calça de ganga desbotada, justinha, descaída, daquelas que os rapazes gostam de usar. segui a mão, uma mão feminina, uma mão de namorada e demorei os olhos no cabelo do rapaz. um rabo de cavalo atravessado por um boné coçado com  uns canudos castanhos, compridos, longos, perfeitos, uns canudos trabalhados, que fariam inveja à shirley temple. uns canudos femininos na cabeça do rapaz, uns canudos nascidos de um cabelo aparente cortado, como se de um hare krisna pop se tratasse.

curiosa, investiguei o cabelo da namorada, dona da mão que me chamou atenção, que por vezes lançava uma festa tímida, quase desadequada, por cima das calças de ganga do rapaz. era um cabelo masculino, ralo, fraco, oleoso, adornado por dois ganchos finos, com um ar sujo.

os opostos atraem-se. de outra modo, como poderia aquele rapaz namorar aquela rapariga?

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

tropeçou pelo caminho, agarrado à minha mão, arrastando a mochila de rodinhas, uma enorme mochiça oca, vazia de livros. disse: 'ainda falta muito?' ignorei-o, como só eu sei e continuei a puxá-lo pela mão.

entreguei-o à porteira da escola, ele de casaco verde alface e guarda-chuva do spongebob, eu a dizer-lhe adeus, a acenar-lhe com a mão. voltou a cabeça. olhou para mim, aqueles olhos enormes, as pestanas reviradas, o cabelo rapadinho por causa dos piolhos da semana passada e foi levado pela correnteza. virei a cara e comecei a falar com duas mães à porta da escola. perdi-o de vista e procurei-o, a ele e ao seu casaco verde, ao longo da subida, pelo gradeamento, em direcção ao carro.

o olhar do pedro não me sai da cabeça. deixei-o, eu, a mãe, naquela escola tão grande, ele tão pequeno, eu tão amargurada.

(a maternidade é uma coisa lixada. acabou-se o controlo, o meu auto-controlo, a minha vontade própria, a minha existência egoísta, única, só minha.)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012



Meu Caro Amigo
Chico Buarque
Meus Caros Amigos | 1976

esta carta podia ter sido mandada de lisboa...

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

a erudição corre à solta pela blogosfera. enerva-me um bocadinho, confesso.

devia mergulhar a cabeça num dos livros desta lista e afastar os dedinhos do hay day.

eis uma mulher com tomates. devia ter uma fotografia dela espalhada pelo mundo, para sabermos como é a heroína!


Iraniana agride clérigo que a mandou tapar-se