quarta-feira, 27 de novembro de 2013

devo dizer que me levou muito tempo para perceber porque é que a eliza doolittle ficava com o professor higgins. anos! e depois, mais tarde, entendi...


My fair Lady | George Cukor
1964

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

hoje de manhã, gritei com o meu filho mais velho. não há dia que não lhe dê um berro, desesperada.

eu amo o meu filho mais velho. digo-lhe isso todos os dias. sem ele ou sem o irmão, morria.

um dia, mais tarde, espero que ele tenha mais memória sobre as declarações de amor do que das batalhas campais.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

não me canso de espantar com a estupidez espalhada na blogosfera.

os blogues das personal stylists exercem um contínuo fascínio na minha pessoa. que gente é aquela que se acha capaz de definir o estilo recorrendo, quase num mesmo post, à inauguração da primark no colombo e aos desfiles da moda lisboa?

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

pronto. a náusea voltou a instalar-se. acabou-se a paz. a necessidade do sentido de alerta voltou em força.

mas, desta vez, não sei se terei capacidade de me manter à tona. é que estou cansada.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

hoje acordei ao som da trova do tempo que passa cantada/ declamada pela amália, pelo manuel alegre e pelo adriano correia de oliveira. e, depois, ainda deitada, meio ensonada, lembrei-me que o adriano correia de oliveira morreu na quinta da família nos braços da sua mãe. e pensei "que maneira tão doce de se morrer."

só assim é que gostava de morrer: no colo da minha adorada mãe.

de nenhuma outra forma admito tal momento. 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

entrou no carro, atirou a mochila, cumprimentou o irmão mais novo com um gritou de índio e, enquanto apertava o cinto, anunciou com vez quase solene:
- ó mãe, quero ir para a catequese.
olhei em frente, olhei para ele pelo retrovisor do carro, mordi o lábio levemente e respondi.
- pá... olha: tu podes para onde quiseres, para o karaté, para os escoteiros* mas para a catequese é que não. nem pensar!

*(são os não católicos)

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

No final do dia, entre o banho e o jantar, depois de os pentear e enquanto dou três berros por causa da toalha molhada no chão e dos brinquedos espalhados pelos quartos, pergunto-me de onde vem a ideia peregrina de ter um terceiro filho...

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

também não falo a língua do meu pai.

O que ele tem e eu invejo é o domínio pleno e íntegro da língua árabe. Eu sou filho de libanês. Meu pai era libanês, morreu, e minha mãe era brasileira - filha de libaneses -, mas era uma brasileira amazonense típica. E não falava árabe comigo. A língua materna era a língua portuguesa. É incrível que estes 12 milhões de brasileiros de origem árabe não falem árabe. Isso também aconteceu com os italianos, os filhos não falam italiano. O Brasil é peculiar. Os imigrantes queriam que os filhos se integrassem. Isso facilitou a mestiçagem. Na minha família ninguém se casou com filho de árabe. Ninguém. É fantástico isso.

27/09/2013

terça-feira, 24 de setembro de 2013