sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

a minha irmã diz que não gosta de fado. é muito parvinha. a sorte é que gosto dela assim, parvinha.


Ana Moura
"Fado da Procura" | 2007
eis um país cheio de energúmenos mas de gente civilizada, gente que sabe e pratica democracia:

Waiting on a freezing platform at 6am and not even getting a seat: Transport Minister FINALLY realises what it's like to take the train to work  

este ministro foi acusado de gastar 80 mil libras ano num motorista. eis o resultado.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013


‎"os deputados são humanos como todos os humanos"
 mendes bota, presidente da comissão de ética da AR, a propósito da deputada do ps apanhada a cair de bêbada.

(esta gente é toda fina!)
a respeito do fim do mundo que se avizinha, um sociólogo de viseu acabou de dizer no forum tsf que os pais das crianças de hoje conseguem dar-lhes menos que os pais da geração antes do 25 de abril, que tinham mais de 10 filhos. não disse isto textualmente mas mais ou menos.

vou repetir: é um tipo que se identifica como sociólogo, não é um analfabeto funcional com o 9º ano. é um gajo com um curso superior e capacidade de interpretação. ou seja, ele acha que neste país se vivia melhor no tempo do salazarismo. que as famílias eram mais ricas, tinhas mais posses. que as crianças andavam mais bem nutridas e tinham acesso a saúde e educação.

caraças, onde terá este tipo tirado o seu curso?

O documento, que já foi entregue ao Governo português, refere que há classes profissionais (polícias, militares, professores, médicos e juízes) que têm "demasiadas regalias". 

só me faz lembrar esta música do REM:

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

"papá! papá! papá!" tenho o meu filho mais novo ao colo e ele berra a palavra papá como se não houvesse mais nada no seu limitado léxico. para ele, tudo é papá. achei piada ao início, ria-me e tal, dizia "é tão engraçado!" e imitava-o "papááááá!". até porque, antes do papá, tudo era mamã. mas agora, tudo é papá. o papá, a mamã, a vovó. papá.

tenho o meu filho mais novo ao colo, beijo-lhe a testa, cheiro-lhe a orelha e digo "mamã. eu sou a mamã. ma-mããã!". ele olha para mim, ri, faz um ar de triunfo absoluto, levanta os bracinhos e esgoela-se num "méééééééé!".

(caraças do puto!)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

não tivesse eu felicidade como nome próprio.


às 09.30 de segunda-feira lá estarei no dentista.

detesto o dentista.

ficar meio sentada, meia deitada naquela cadeira côncava  de boca escancarada, holofote nos olhos, babete ao pescoço e tubo enfiado de um dos lados da boca. o não poder engolir de boca fechada, que faz tanta aflição e dá a sensação que me vou engasgar e que me faz querer endireitar-me na cadeira, dar um safanão ao holofote, arrancar o babete, cuspir o tubo e fugir dali para fora.

(mas não sem antes dar uma cuspidela naquele ralo contínuo que me faz lembrar aquela piada do puto no dentista que escarrou e voltou a inspirar para dar mais força ao escarro. perante aquele ralo ciclónico, cuspo sempre tudo até ao limite, não vá o diabo tecê-las).